quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Novidades!

Estou mantendo mais um blog agora, com dicas de decoração:

Cafofo Chic

domingo, 30 de agosto de 2009

Elemento X



A minha composição não é 100% vidro. Pois não sou capaz de quebrar-me em milhares de micropedaços que, embora pequenos, ainda são capazes de ferir meu algoz. A minha composição poderia ser de sabão e ar. Sou como uma bolha que alguém lançou no mundo. Que flutua leve até o céu e sem mais, ao menor toque e se desfaz em uma suave chuva que atinge o chão. E nunca mais é lembrada.

A minha composição não é de espelho, pois sou incapaz de traduzir alguém a primeira vista, de entender seus detalhes, seus gestos, seus maneirismos, suas tipicidades. A minha composição poderia ser de alumínio pois, embora firme, uma vez deformado não se regenera.

A minha composição não é concreto que, conforme a vontade do arquiteto, se molda, se curva, se protende, sem perder sua rigidez, sua resistência ao tempo. A minha composição poderia ser madeira de alguma árvore do cerrado, que embora adaptada ao ambiente, se curva e se molda conforme sua vontade, mas cujas folhas caem vez ou outra para que possa continuar vivendo na estiagem.

sábado, 29 de agosto de 2009

Sábado (Sabático?) de Sol(idão)




O dia que vem depois da sexta-feira e precede o domingo. Uma mistura perigosa de ressaca e depressão pré-Fausto Silva. Encarando o trânsito, remoendo a saudade e sem um puto no bolso, eu vou. A cerva no freezer me condena. Acho que estou tomando gosto por ter nada a fazer e muito a pensar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

No metrô




Eu perdi meu livro, meu livro querido. Perdi no metrô. Perdi por acaso, perdi um Austen. Minha Abadia, meu aguardado livro, que tanto tempo demorei para ter. Desculpe se me apeguei tão demasiadamente a um bem material de tão pouco valor. Espero que a Abadia de Northanger seja o cenário da imaginação de outra pessoa agora. Espero que ele não seja esquecido numa estante por aí. Só espero que alguém o leia.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Over and over



Peguei as chaves do meu carro pela manhã, como sempre faço. Tenho o hábito de pendurá-las na alça da bolsa, como um chaveiro, assim não a perco. Não passo horas procurando as chaves na bolsa como quem procura desesperadamente um bilhete premiado de loteria numa pilha de papéis velhos e amassados.

Sinceramente, eu tento pôr alguma ordem no meu dia-a-dia sem nexo. Eu tento, mas nem sempre consigo. Após essa pequena dose de elegância matinal, eu saí pelas ruas de sempre, observando as pessoas de sempre, as cores de sempre e decidi fazer um caminho diferente. Olhei para a chave-chaveiro que estranhamente possui um chaveiro em forma de bolsa.

Metalinguagem é a nova ironia. Fiz o retorno. Voltei para a cama e dormi um pouco mais... Quem dera. A ironia me venceu. Lembrei ao ver aqueles objetos (a bolsa, o chave que parece um chaveiro e o chaveiro da chave em forma de bolsa) que a vida é tão repetitiva. Que se eu quisesse quebrar aquela monotonia temporariamente eu precisaria juntar uma grana, portanto, voltar para o trabalho... Na verdade, para as obrigações.

Na boa? Adoro trabalho, detesto obrigação.