quinta-feira, 21 de maio de 2009

Over and over



Peguei as chaves do meu carro pela manhã, como sempre faço. Tenho o hábito de pendurá-las na alça da bolsa, como um chaveiro, assim não a perco. Não passo horas procurando as chaves na bolsa como quem procura desesperadamente um bilhete premiado de loteria numa pilha de papéis velhos e amassados.

Sinceramente, eu tento pôr alguma ordem no meu dia-a-dia sem nexo. Eu tento, mas nem sempre consigo. Após essa pequena dose de elegância matinal, eu saí pelas ruas de sempre, observando as pessoas de sempre, as cores de sempre e decidi fazer um caminho diferente. Olhei para a chave-chaveiro que estranhamente possui um chaveiro em forma de bolsa.

Metalinguagem é a nova ironia. Fiz o retorno. Voltei para a cama e dormi um pouco mais... Quem dera. A ironia me venceu. Lembrei ao ver aqueles objetos (a bolsa, o chave que parece um chaveiro e o chaveiro da chave em forma de bolsa) que a vida é tão repetitiva. Que se eu quisesse quebrar aquela monotonia temporariamente eu precisaria juntar uma grana, portanto, voltar para o trabalho... Na verdade, para as obrigações.

Na boa? Adoro trabalho, detesto obrigação.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A Iluminada (?)


Não que eu queira fazer algum tipo de exposição ou que eu seja dona de museu, mas já faz algum tempo que eu pensava em homenagear Thomas Edison: Na volta do trabalho passei numa loja de decoração e comprei uma luminária para encher o quarto de luz e a vida de dívidas.

Emblematicamente, ter uma lâmpada acesa pairando sobre a cabeça é um sinal de boas idéias... Se a vida ao menos fosse como num desenho animado, talvez agora uma idéia brilhante estivesse flutuando sobre mim. É apenas uma possibilidade, mas talvez esteja mesmo.

Se é assim, por que não consigo tocá-la (refiro-me à idéia e não a lâmpada!)? Será que nunca a alcanço? será que sou meramente atingida por ela? começo a crer que sim.