Acabo de entender porque os meus domingos sempre são um tanto quanto psicóticos (Vide o post "Pensamentos Psicóticos de Domingo").
Tudo começa no momento em que acordo. Como eu valorizo muito a higiene, gosto de ter a casa limpa. Para tal, é necessário que alguém se mobilize a limpá-la. E eu odeio tarefas domésticas, portanto, para solucionar esse dilema, a diarista limpa a casa todos os domingos.
Apesar de gostar muito do resultado, o processo de limpeza é muito impactante para alguém cheio de manias como eu. Eu tenho uma lixeira que deve estar sempre no mesmo lugar, e detesto que juntem duas pilhas separadas de papel em uma única pilha. Também odeio que a minha cama fique levemente descentralizada em relação ao painel fotográfico magnético que fica acima dela.
Todavia, o principal problema é outro: não gosto que mexam nas minhas coisas de maneira geral. O que é impossível quando se precisa limpar o que está embaixo das coisas.
Não bastasse isso, meu quarto tem uma janela enorme, que é a primeira a ser lavada logo de manhã cedinho, umas sete horas da manhã. O que significa duas coisas: que algumas vezes acordo com o barulho de um jato de água batendo no vidro e também que embora seja domingo, eu não consigo dormir até mais tarde como qualquer outra pessoal com pensamentos normais aos domingos.
E depois que todos estão acordados, a diarista liga o rádio. Eu não ouço rádio. Exceto às vezes no trânsito, e normalmente ouço apenas duas estações: A Nova Brasil FM, ou a Cultura FM. Que tocam música de qualidade ( O que exclui as categorias: axé, funk, sertanejo, pagode e outros que não faço questão de recordar). Imagine só qual é a seleção musical da diarista?
Certo, espero ela limpar meu quarto e por lá eu me tranco, para evitar ver os conflitos travados pela limpeza da diarista x organização das minhas coisas. Ligo a televisão. Outro erro.
Não se liga a TV no domingo. E é aí, exatamente nesse momento, que os pensamentos afloram. Eu até penso em sair de casa para fazer alguma coisa, me distrair. Mas logo lembro que moro em Brasília, a cidade que desiste de viver no domingo.
Conto de terror para ler no banheiro
3 horas atrás
























